A humanidade em Senhor das Moscas

Se tem uma coisa que gosto é bater perna em livraria, não que eu vá comprar alguma coisa, mas sempre dá pra saber o que está rolando de novo ou pegar uma indicação de leitura. Com O Senhor das Moscas, de William Golding, foi assim. O livro estava entre as indicações da Cora Ronai na livraria Travessa. Ponto pra Cora.

O livro é superbom e foi publicado pela primeira vez em 1954, não fez muito sucesso na época, vendeu menos de 3000 cópias nos Estados Unidos e com o tempo foi se tornando conhecido. Em 1963, foi adaptado para o cinema, e mais tarde, em 1990, virou filme novamente. Há quem diga que a melhor adaptação foi do primeiro filme, com direção e roteiro de Peter Brook.

Até hoje, a obra já foi traduzida para 25 idiomas e se tornou um clássico aclamado em todo o mundo.

Influencia na música: em 1995 a banca Iron Maiden compôs a música Lord Of The Flies inspirado no livro.

Outras bandas como The Offspring (You’re gonna go far, kid) e Bad Religion (1000 more fools) também tiveram inspirações do livro e fizeram referências em suas composições.

É best porque…
O autor criou uma metáfora e utilizou crianças para explicar relações comuns aos adultos. As disputas de poder, o lugar da fala, o medo, todos esses elementos são referências que Golding usou para narrar a selvageria humana de crianças que ficaram presas em uma ilha deserta.

Uma curiosidade (Spoiler): Há uma incoerência física no livro. Os meninos da ilha usam o óculos do Porquinho para acender as fogueiras. Porém, Porquinho é retratado como sendo extremamente míope e por isso deveria usar lentes convexas em seus óculos. No entanto, são necessárias lentes côncavas para focalizar a luz do sol e iniciar uma fogueira. Mas é só um detalhe 😉

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