Um futuro devastado em Silo

Comprei o livro por acaso. Estava ali, passando na livraria. Li as recomendações da capa e pensei: Por que não?

Silo nem esquentou na estante. Dando uma folheada nas primeiras páginas, o livro já me prendeu. Em uma história cheia de mistérios que se passa no futuro, Silo conta o dia a dia de uma comunidade que sobrevive submersa. Uma estrutura de 180 andares de onde ninguém pode sair, pois o mundo lá fora é tóxico e nocivo.

–Ok, ok. Sem spoilers–

Pensar num mundo tão restrito a alguns andares incomoda bastante no início. Li Silo depois de vários livros do Isaac Asimov, com todas as suas criações de viagens intergalácticas e fundações no fim do universo. O que me fez fazer um paralelo das histórias de Isaac e Hugh.

O planeta terra e o silo

O que nos torna satisfeitos está relacionado com as possibilidades que temos. Por exemplo, dentro do silo, os andares que existiam pareciam ser suficientes para os moradores, assim como a terra é para nos. As pessoas que moram naquele espaço tão pequeno não parecem se importar tanto quanto eu, como leitor. Isso me faz pensar que, se tivéssemos a possibilidade de viajar para outros planetas, não poderia a terra parecer uma prisão, assim como o silo parece uma prisão pra quem leu o livro? Viagem? Talvez…

É best porque…

Resumindo Silo em poucas, ou melhor, uma palavra: “emporamento”. Julliete é uma das melhores personagens femininas que li nesses últimos tempos. Vigor, inteligência, dá gosto de ler os capítulos dedicados a ela… Uma personagem que não te deixa entediado.

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